sexta-feira, 8 de abril de 2016

No Período Helenístico,podemos observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados.

Características da escultura do período 

helenístico:
  • Tendência de expressar, sob forma humana, idéias e sentimentos, como paz, amor, liberdade, vitória, etc;
  • Início do nu feminino;
  • A grande novidade da escultura do período helenístico foi a represetação de grupos de pessoas, em vez de uma figura.
                                                      
Cópia romana da Afrodite de Cápua, de Lisipo 
(o original grego data do século IV a.C.);

Representa a deusa com o tronco despido, segurando um escudo em que admira o reflexo de sua própria beleza. Esse trabalho foi muito apreciado e copiado, com variações, durante séculos. Assim é que já no século II a.C. aparece a célebre Afrodite de Melos (Vênus de Milo).


“Afrodite de Melos”, ou “Vênus de Milo” na designação romana.

Escultura de autor desconhecido, sendo uma cópia romana. Nessa escultura vêem-se combinados a nudez parcial da “Afrodite de Cápua” e o princípio de Policleto – alternância de membros tensos e relaxados, que ele usou ao esculpir o “Doríforo”.

              Compare nas duas esculturas a posição da perna esquerda, do lado 

direito do quadril e do lado esquerdo do tronco. É possível notar na Afrodite de 

Melos a mesma impressão de movimento que se percebe no Doríforo.
              
                                    

                                         
                                                                                      “Vitória de Samotrácia”

No início do século II a.C., os escultores procuraram criar figuras que expressassem maior mobilidade e que levassem o olhar do observador a circular em torno delas. Um belo exemplo dessa nova tendência é a “Vitória de Samotrácia”. Supõe-se que esta escultura estivesse presa à proa de um navio que conduzia uma frota.
            Figura de uma mulher com as asas abertas, personificando o desejo de vitória: a túnica agitada pelo vento, as asas ligeiramente afastadas para trás, o drapeado das vestes, o tecido transparente e colado ao corpo. Todos esses elementos criam uma figura aérea e flutuante e causam no espectador uma forte sugestão de movimento.

            A grande novidade da escultura do período helenístico, entretanto, foi a 

representação de grupos de pessoas, em vez de apenas uma figura. Todo o

 conjunto devia dar a impressão de movimento e permitir a observação por 

todos os ângulos.


                                    
“O Soldado Gálata e sua Mulher”
(cópia romana, o original grego se perdeu e data do século III a.C.)


Esse conjunto era parte de um monumento de guerra existente em Pérgaso, na

 Ásia Menor. Representação da cena; um soldado grego mata a mulher para 

não entregá-la ao inimigo e se prepara para o suicídio.

Qualquer lado que seja visto, mostra uma forte dramaticidade. O soldado olha


para trás, como que desafiando o inimigo que se aproxima. Ele está  pronto 

para enterrar a espada no pescoço e ao mesmo tempo, segura por um dos 

braços o corpo inerte da mulher que escorrega no chão. O outro braço da 

mulher, já sem vida, contrasta com a perna tensa do marido.

                                                                
                                                                   Laoconte e seus filhos


Esse conjunto era parte de um monumento de guerra existente em Pérgaso, na

 Ásia Menor. Representação da cena; um soldado grego mata a mulher para 

não entregá-la ao inimigo e se prepara para o suicídio.

Qualquer lado que seja visto, mostra uma forte dramaticidade. O soldado olha

 para trás, como que desafiando o inimigo que se aproxima. Ele está  pronto 

para enterrar a espada no pescoço e ao mesmo tempo, segura por um dos 

braços o corpo inerte da mulher que escorrega no chão. O outro braço da 

mulher, já sem vida, contrasta com a perna tensa do marido.



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